Ops, fiquei um tempinho sem postar né? ^^Na verdade postei, mas em um outro blog. Estou agora com uma coluna semanal sobre mangás no BLOG do site JBOX chamada Preto & Branco. Confiram lá! =)
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Aproveitando que o futebol está na boca do povo atualmente e Super Campões - Road to 2002 estreou na RedeTV, nada melhor que um post falando sobre essa famosa série e sua nova série atualmente em publicação no Japão, chamada Captain Tsubasa - Golden-23!
Em 1981, o futebol no Japão ainda não era um esporte muito querido pelos japoneses, e sequer tinha um profissionalismo decente. A grande paixão nacional era o beisebol. Isso começou a mudar quando um mangá que trazia o esporte como tema começou a fazer sucesso nas páginas da antológica Shonen JUMP. Era Captain Tsubasa (conhecido no Brasil como Super Campeões), do autor é Yoichi Takahashi (um dos primeiros, senão o primeiro, mangaka a criar mangás com o futebol como tema). A HQ trazia um pequeno menino chamado Tsubasa Oozora, grande fã de futebol, além de muito talentoso com os pés. O leitor ia acompanhando sua vida e sua ascensão ao futebol japonês, observando sua relação com amigos, rivais, em treinamentos e campeonatos. Publicado até 1988 na revista, gerou 37 volumes em tankoubon e duas adaptações em animê, na série de TV Captain Tsubasa de 128 episódios e na seqüência Shin Captain Tsubasa, de 13 episódios. Vale citar que, percebendo tamanho potencial, a Associação Japonesa de Futebol.

Mas, talvez ciente do ganha-pão que tinha em mãos, Yoichi Takahashi não desistiria ainda de criar seqüências pra essa série tão cedo. Em 1994, voltou à JUMP com Captain Tsubasa World Youth (Mundo Juvenil). Se na primeira série acompanhamos o crescimento profissional do protagonista Tsubasa Oozora no Japão, nessa nova série acompanhamos sua carreira no Brasil, onde veste a camisa do São Paulo. E foram 18 volumes de mangá, tendo ganho outra série de TV, Captain Tsubasa J, que fez sucesso entre os brasileiros quando exibido finada Rede Manchete. E não apenas entre nós, em Portugal, na Europa e Oriente Médio o animê também ganhou uma boa repercussão. Vale citar que, junto com a primeira série de mangá, World Youth se tornou um dos 10 mangás mais vendidos da Shonen JUMP, como se vê num dos últimos posts deste blog.

Em 2001, no ano anterior à Copa do Mundo de 2002, realizada no Japão e na Coréia, Captain Tsubasa ganhou uma nova série de mangá: Captain Tsubasa Road to 2002. Dessa vez nas páginas da Young JUMP, mostra a ascensão de Tsubasa Oozora à seleção japonesa de futebol e sua estréia na Copa do Mundo. Essa série gerou 15 volumes de tankoubon e também ganhou uma versão em animê, de 52 episódios, em exibição no Brasil no canal pago Cartoon Network e mais recentemente no canal aberto Rede TV.

E no início desse ano, com a Copa de 2006 a começar poucos meses depois, Captain Tsubasa ganha um novo mangá, novamente na Young JUMP: Captain Tsubasa - Golden 23. Tsubasa Oozora agora joga no time espanhol Barcelona, mas ainda atua na seleção japonesa, e se prepara para mais uma Copa do Mundo. Enquanto isso, sua mulher espera um filho seu. O mangá ainda está no terceiro volume e não foi anunciado nada sobre uma possível novo animê.

Vale citar que Captain Tsubasa ainda tem vários volumes especiais de histórias fechadas, que juntos já dão 11 volumes (o último deles publicado mês passado, chamado Captain Tsubasa - Dream Field). Juntando tudo, já são 84 volumes!!! Há também 5 filmes em animê e vários jogos para videogame das mais variadas plataformas (o mais recente para GameCube). Yoichi Takahashi também criou vários mangás trazendo o futebol como tema, antes e depois de Captain Tsubasa (1981). São eles: Yuujou no ELEVEN (Os 11 da Amizade, 1979), Banchou Keeper (Goleiro Delinqüente, 1979), Keeper Coach (Goleiro Técnico, 1999), Koshu! (Técnico!, 1999) Forward Striker Jin! (Pra Frente, Atacante Jin!, 1999) e Hungry Heart (Coração Faminto, 2001, tendo ganho uma série em animê em exibição no Brasil no canal Animax).
Me espanta, com o futebol ainda mais em voga por aqui em tempos de Copa do Mundo, e o mangá, com seus tantos volumes, tendo uma de suas adaptações em animê em exibição na TV brasileira, no Brasil, o país do futebol, ainda não há previsão do mangá de Captain Tsubasa no Brasil por nenhuma editora. Ou será que vem surpresa por aí?
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Só pra completar: em 1991, Zico, o ídolo do Flamengo, foi convidado para atuar no Japão como jogador profissional. Mesmo aposentando, o craque aceitou e lá fez história. Junto com Captain Tsubasa, ajudou a consolidar o esporte no país, hoje já rivalizando com o beisebol como paixão nacional.
Escrito por Guilherme Neto às 01h08
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Publico agora a segunda lista dos mangás mais vendidos da Shonen JUMP, publicada no site 2ch Jump Log Warehouse e traduzida aqui por mim. Essa lista leva em conta apenas os mangás atualmente em publicação (com exceção de Death Note, que acabou mês passado mas que cujo último volume em tankohon ainda não foi publicado). Assim como a outra tabela, você confere ela bonitinha e funcional (e não disfarçada de .gif) clicando AQUI!

- Todo o Top 10 possui versão em animê (no caso de Death Note e Gintama com séries a estrear em outubro). Os outros quatro ainda não receberam.
- One Piece é o único mangá da lista também em publicação no Brasil.
Escrito por Guilherme Neto às 13h14
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O 2ch Jump Log Warehouse publicou aqui uma lista dos 37 mangás publicados na Shonen JUMP mais vendidos de todos os tempos NO JAPÃO (apenas). Abaixo, você vê a lista traduzida por mim. Eu ia colocar uma tabela bem bonitinha aqui, com todos os 37 títulos, links e tudo o mais, mas o Blog Uol não quer deixar, então a coloquei aqui como um .GIF. Para vê-la certinha com os links funcionando, clique AQUI!

Algumas curiosidades e notas sobre essa lista:
- Pela minha pesquisa, Saakitto no Ookami seria o único mangá dessa lista sem qualquer versão em animê.
-10 desses mangás já chegaram ao Brasil, e outros cinco já tiveram sua versão animada também oficialmente por aqui
-Alguns autores aparecem na lista duas vezes, mas nenhum três vezes.
-Aquela interrogação em "Saakito no Ookami" tem na lista original, não me pergunte porquê.
-Eu sei que Jojo no Kimyou Bouken tem muitos outros volumes, mas estes não foram contabilizados nessa lista. Porque? Não sei!
-O mesmo para "Fly, O Pequeno Guerreiro" e Saakito no Ookami.
-Curioso descobrir que um dos jogos de Mega Drive em japonês que eu jogava na minha infância é baseado num dos mangás mais vendidos da JUMP (no caso, Magical Taruruto-kun).
A qualquer momento, a lista referente apenas aos mangás atualmente em publicação na revista.
Escrito por Guilherme Neto às 01h27
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Tudo indica que Fruits Basket realmente vá terminar no volume 22 no Japão. O novo indício é o novo mangá de Natsuki Takaya! Sim! Em setembro ela estréia na Bessatsu Hana to Yume (que, de bimestral, se tornará mensal) com o mangá Komogomo, cujo One-Shot já foi publicado anteriormente. A história, infelizmente, não sei do que se trata.
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As bancas vez ou outra recebem uma nova revista informativa focada em animês e mangás. Elas costumam não dar certo, é claro, visto o material pobre que apresentam. A mais nova é a Neo Tokyo, que já está no número 5. Produzida pela equipe do site Anime Pró, a publicação da Editora Escala merece elogios por certas... mudanças. Não diria inovações por que ela está finalmente praticando o que uma verdadeira revista informativa deve fazer.
A começar pela diagramação, qualidade gráfica. 100 páginas coloridas, lombada quadrada, bom layout (layout que lembra os usados em revistas de videogame, o que não é ruim). Gostei da imagem da capa, é chamativa e original, nada puxado da Internet (trata-se de um desenho feito por integrantes do curso de desenho AreaE).
Quanto ao conteúdo da revista, ele também agrada! A parte de notícias, pra quem tem internet, não interessa muito, porque todos que acompanham notícias desse meio já sabem, principalmente aqueles que visitam o tal Anime Pró.
 Por outro lado, A Neo Tokyo traz matérias aprofundadas e frutos de pesquisa (mesmo que não aprofundada), não é algo que se ache tão facilmente na internet. Matérias que fogem do óbvio e são interessantes, como uma sobre uma lei que obriga editoras a terem cotas de História em Quadrinhos nacionais em publicação, uma sobre o mangaka Chiba Tetsuya, sobre a cantora coreana Yunna ou outras sobre animes desconhecidos ou não tão conhecidos, como Shoujo Kakumei Utena e Tsukikage Ran. Mesmo as matérias mais óbvias conseguem fugir do lugar-comum, como as sessões de Shop, Cosplay, Live-Action e Cultura Nippon, ou a entrevista com Guilherme Briggs e a matéria sobre a Shonen JUMP e Cowboy Bebop. Tudo isso muito bem recheado por ilustrações e pôsters bonitos e interessantes (só achei estranho escolherem uma imagem do desconhecido Silent Knight, de Masami Kurumada, pra estampar um dos pôsteres).
Mas nem tudo são elogios. No geral, a revista não é bem escrita, não traz uma lingüagem jornalística eficiente. Claro que não é de todo ruim, mas, excetuando as matérias assinadas por Márcio E. Gonçalves, as outras precisavam de uma refinada, reescrita e maior aprofundada (até mesmo aquelas mais completas, como a de Cowboy Bebop e Shonen JUMP possuem conteúdo para um aprofundamento maior). Há de se falar que todos os ínicios parágrafos não tem espaçamento e nenhum deles está "justificado", para usar a linguagüem utilizada no Microsoft Word. E ainda tem matérias com conteúdo copiado da Internet, o grande erro desses tipos de revista. Porém, dessa vez, pelo que percebo, de sites interessantes e aprofundados, além de ter o conhecimento, participação e créditos do autor original. Isso tudo fica evidente na matéria de Shoujo Kakumei Utena (toda "chupada" desse link: http://www.shoujohouse.clubedohost.com/Shoujo/index_int_5.html). Fora que é um perigo constante com seus spoilers a cada parágrafo. A revista ainda conta com imatéria tapa buraco totalmente desinteressante, como um resumo de capítulos do mangá de Cavaleiros do Zodíado - Episódio G e uma entrevista com Eduardo Vilarinho (webmaster do famoso cavzodiaco.com.br) sobre esse mangá que não acrescenta em muita coisa. A matéria de Tenjo Tenge é outra que saiu bem incompleta, não aprofundada! Seções clichês também estão lá, mas eu até gosto, quando são apenas complementos e tratados como tal, como a sessão de letra traduzida e de curso de língua japonesa (infelizmente, com um erro nesse número).
No fim das contas, a revista agrada. Enfim estão começando a cumprir o que se aprende numa faculdade de Jornalismo: revistas de bancas devem reproduzir matérias atemporais, diferentes ou aprofundadas do que já vemos no jornalismo diário (no caso dos animes e mangás, nos sites desse meio), emolduradas numa diamagração ilustrativa e chamativa. E tudo isso por R$ 5,90, não está tão caro. Antes disso, apenas revistas com diagramação horríveis, matérias super mal escritas e totalmente copiadas da Internet em pesquisas mal feitas e mal lapidadas, sem o devido crédio. É por isso que eu apóio essa revista e acho que vou continuar comprando.
Vale lembrar que boa parte da equipe dessa revista não é formada por jornalistas, acredito eu. Isso é uma pena, mas é algo comum e de certa forma explica insucessos anteriores nesse meio. Mas felizmente, isso está mudando. O número de jornalistas especializados em quadrinhos está crescendo também! É tudo uma questão de tempo, afinal. ^^
Escrito por Guilherme Neto às 15h25
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