Masami Kurumada publicando 3 mangás atualmente no Japão

Fuuma no Kojirou

Muita gente não sabe, mas Cavaleiros do Zodíaco: Episódio G não é o único mangá no qual o autor Masami Kurumada está publicando no Japão. Ele está envolvido em mais outros dois (sim, dois!) mangás. Um deles é Fuuma no Kojirou. Repetindo o que fez com CDZ Ep. G (cujos traços é de autoria de Megumu Okada), Kurumada faz outra série derivada de um mangá seu com os traços de outro mangaka. O desenhista da vez é Satoshi Yuri, uma espécie de discípulo, que repete um traço muito parecido com o de seu mestre (diferentemente de Megumu Okada, que usa um traço bastante diferente e peculiar) no que acredito ser o seu primeiro mangá. Décadas antes, Masami Kurumada já tinha publicado (com traços seus) o mangá nas páginas da Shonen JUMP, durante a publicação de Ring Ni Kakero e antes mesmo de Cavaleiros do Zodíaco. A história traz elementos da mitologia chinesa e mostra a disputa dos clãs Fuuma e Yasha por uma espada mística, tendo rendido 10 volumes. Trazia ainda um grupo de 5 jovens muito, mas muito parecido com os cinco principais que depois criaria para CDZ. Falando em CDZ, na onda do sucesso deste mangá/animê, em 1989 Fuuma no Kojirou ganhou 2 séries OVA de 6 episódios cada, além de um filme de 1 hora de duração. Animê que chegou a ser lançado no Brasil com o nome de "Os Guardiões do Universo". Hoje, Kurumada retorna com o mangá, dessa vez nos traços de Yuri Satoshi. É publicado na revista mensal Red Champion (assim como CDZ Ep. G), da editora Akita Shoten, e atualmente está no quarto volume. Se é uma releitura do mangá original, uma continuação ou um prólogo como o Episódio G, isso eu não sei dizer. O estranho é o nome não possuir um subtítulo, ou algum número indicando uma continuação ou prólogo.

Ring ni Kakero 1

O outro é Ring ni Kakero 2, continuação do seu primeiro mangá de sucesso (antes mesmo de CDZ), que ele vem publicando desde 2000 na revista Super Jump (após o fim de B'T X), da editora Shueisha. Conhecido como o queridinho do Kurumada, este ele mesmo desenha, além de roteirizar, como sempre fez. No primeiro mangá, publicado na década de 70, Ryuji Takane é um rapaz que, com a ajuda de sua irmã Kiku, tenta repetir o feito de seu pai, já falecido, um famoso boxeador que foi campeão do mundo. No caminho, se depara com Jun Kenzaki, que se torna o seu rival. Na continuação, a história acontece 17 anos depois, e um novo boxeador aparece: Rin Warabe. Atualmente está no volume 19 e, junto com os 25 da primeira série, somam-se 44 no total (para efeito de comparação, Cavaleiros do Zodíaco teve 28 e CDZ Ep. G está no volume 10, ou seja, 38 volumes). No ano passado, Ring Ni Kakero finalmente ganhou uma versão em animê, atualmente em sua segunda temporada no Japão (a primeira teve 12 episódios). Há quem diga que este é o mangá favorito de Masami Kurumada, e que ele só teria autorizado a produção da saga de Hades de Cavaleiros do Zodíaco em animê ao exigir que seu famoso mangá de boxe também recebesse uma versão animada.

Ring ni Kakero 2 Volume 18Uma página do mangá Ring ni Kakero


São 3 mangás que o autor está envolvido. E ele ainda promete para o segundo semestre um novo mangá de Cavaleiros do Zodíaco, dessa vez desenhado por ele mesmo, narrando a primeira batalha contra Hades, que será publicado na Shonen Champion (revista SEMANAL da Akita Shoten)!! E ainda está envolvido nas adaptações em animê de Ring ni Kakero 1 e Cavaleiros do Zodíaco. Masami Kurumada em efervescência! Não à toa ele é um dos 10 autores de mangá mais ricos e lucrativos do Japão.

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Só um pequeno adendo: apesar do mega-sucesso mundial de Cavaleiros do Zodíaco, é difícil encontrar informações e materiais referente a outras obras de Masami Kurumada. Estão são bem desconhecidas. As únicas um pouco lembradas são B'T X e Ring ni Kakero, mas mesmo estas duas não possuem sites com informações fáceis e decentes na Internet. Quando se tem, é algo insuficiente ou em sites europeus de línguas não-inglesas, o que dificulta meu trabalho de pesquisa! Queria pôr mais imagens e informações do novo mangá de Fuuma no Kojirou mas... não deu!

Ainda sobre Ring ni Kakero, acredito que este é um dos 9 mangás ainda a ser publicado pela JBC este ano. Ou seja, depois de B'T X, isso pode estar mudando. Ring ni Kakero é um mangá que parece interessante, já vi um pouco do animê! Torcemos! =)

Escrito por Guilherme Neto às 16h19
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Adendo

Ainda sobre o assunto de tradução de títulos e termos específicos de mangá, há de se falar que esse tema pode se expandir bastante, até a questão da adaptação/tradução de um animê. Algo não raro em desenhos japoneses dublados no Brasil é um termo (nome de um golpe, por exemplo) receber diversas denominações variantes entre um episódio e outro, não bastasse muitas delas serem uma tradução medonha. Isso quando um personagem não é chamado de diversas formas em episódios diversos (vide Super Campeões 2002, com Hyuga virando Huega às vezes). Aliás, sobre a mudança de nomes de personagens, é algo realmente inaceitável. Não há porquê modificar nomes, isso muitas vezes descaracteriza a obra. Exceções são até toleráveis (como "Amigo", de B'T X, virar "Amigão" na tradução da JBC, evitando que se pensasse que "Amigo" não era um nome próprio).

Há ainda todo um aspecto cultural também. E isso é algo delicado. Certo humor, noções, ações, pensamentos, reações, histórias podem não fazer nexo quando inseridos numa outra cultura. É aí que entra a adaptação. Mas, sabe o que eu acho? Não deveria haver adaptações. Apenas notas explicativas quando algo "estranho" ocorrer. Por exemplo.. Em XXXHOlic, vez ou outra, aparecem menções a músicas japonesas, cantores do Japão, ou mesmo outros mangás (como Doraemon). Na edição americana lançada pela Tokyopop, isso foi mantido, junto com notas explicativas. Já no número 1 da JBC, isso não aconteceu, com músicas sendo alteradas (incluíram "era uma casa muito engraçada" no mangá!).

Há quem discorde. Yuyu Hakusho e o seriado mexicano Chaves receberam adaptações primorosas. Focando-se no animê, este ganhou bordões e gírias brasileiras. O mesmo com Chaves, que conseguiu ser original e criar ainda mais graça com a sua ótima dublagem. E deu certo, o público gostou. Podem até ser mudanças pequenas. Apesar disso, eu acho que descaracteriza a obra original. O Chaves que assistimos, de certa forma, não foi o mesmo que os mexicanos.

Escrito por Guilherme Neto às 15h14
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Sobre tradução de títulos e termos para o português de mangás/animês

Quantas palavras estranhas!

O mercado de quadrinhos e desenhos japoneses nunca esteve tão bem abastecido. De 2000 para cá, chegaram títulos como Fushigi Yuugi, Love Junkies, Slam Dunk, One Piece, Onegai Teacher, Yuyu Hakusho... Perceberam que nenhum desses títulos, a despeito de seus lançamentos no país, não receberam um título em português, e muitos sequer um subtítulo? Os fãs mais puristas podem agradecer. Se reparar bem, assim como os filmes do cinema, os desenhos animados e os quadrinhos não-japoneses costumam receber um título em português, algo que não acontece sempre com as obras do Japão. São poucas exceções (entre elas, Samurai X, Guerreiras Mágicas de Rayearth Cavaleiros do Zodíaco, A Princesa e o Cavaleiro, As Super Gatinhas, Efeito Cinderela).

A pergunta é: por quê? Nos Estados Unidos, a maior editora de mangás do país, a Tokyopop, costuma traduzir títulos em japonês para o inglês (vide Legend of Chun Hyang, Shin Shun Kaden no original; e Sgt. Frog, no original Keroro Gunso). No Brasil, essa prática não acontece por conta da pressão dos fãs de mangá, o público alvo dessas publicações. O mesmo acontece em relação à tradução de termos específicos da obra, como nome de golpes de personagens. Eu acho uma exigência deveras ridícula. Além de um certo desprezo pela língua portuguesa, é bem melhor se referir a algo na língua pátria. É muito mais fácil e entendível se referer a algo na sua língua do que em uma língua estrangeira.

As editoras também saem perdendo, pois deixam de atingir um público consumidor em potencial que poderia se deixar seduzir por um título atraente. Afinal, o que levaria um desconhecido a se aventurar em mangás com um título estranho como Yuyu Hakusho? Podem até achar que o seu conteúdo está em japonês, ou que se trata de algo totalmente diferente!

Claro que corre-se o risco de uma obra receber um título indevido, ridículo, ou nada a ver, ou, mesmo que adequado, pior que o original. Vide "Turma do Barulho" (para Urusei Star Wars teve seu nome imposto por questões de marketingYatsura) ou mesmo Samurai X (Rurouni Kenshin). Claro que mudar títulos que usem nome próprio (como Chobits, Bambi ou Dr. Slump) não é recomendável. Além disso, há certos títulos muito fortes e bem conhecidos antes mesmo de saírem no país (como Gundam Wing, Kare Kano, Neon Genesis Evangelion) e uma mudança no nome não seria uma boa idéia nem mesmo levando em conta o público que não consome quadrinhos habitualmente (mas um subtítulo em português é sempre bem vindo). E, em muitos casos, há uma pressão do marketing em adotar um título único universal, quando se pensa nas bugigangas que tal animê/mangá pode gerar. É semelhante com o que aconteceu à nova trilogia de Guerra nas Estrelas, que não teve seu nome "Star Wars" traduzido por uma exigência de George Lucas (o que refletiu também na versão mangá publicada pela editora JBC).

O que eu acho insuportável é a adoção aqui de títulos traduzidos em outros países para outra língua que não o português (geralmente inglês). Entre o título original japonês e um título em inglês traduzido, sempre sou a favor de que se mantenha o título em japonês. O quê, nem todos sabem japonês e muito sabem inglês? Bom argumento. Se é assim, adotem um título em português, e não imponham nomes aqui como Sakura Card Captor (Card Captor Sakura... pra que essa mudança de ordem das palavras?), Super Pig (Tonde Buurin), Fly (Dragon Quest: Dai no Daibouken) ou Sakura Wars (Sakura Taisen).

Antes que me perguntem, não abomino o inglês ou japonês. Não sou puristas como muitos que querem proibir o uso de termos estrangeiros na TV, outdoors e tudo o mais. Só defendo que seja evitado o máximo possível. No Japão, é comum a adoção de títulos em inglês pra muitas obras suas. Não apenas nisso, mas em toda a mídia em geral, na boca do povo, como soando algo moderno, divertido, ou, como eles diriam, "cool". Sei lá, eu não acho muito legal isso. Aliás, é até estranho, vide que japonês geralmente não sabe falar em inglês, fala muito mal ou não gosta de falar. Vai ver é até por isso. Mas, enfim, vai entender os japoneses...

Buda, da Editora ConradLobo Solitário, da Editora Panini


Eu defendo que cada vez mais títulos recebam títulos e subtítulos em português, e tradução de termos específicos em português (claro que acho obrigatória uma menção, nota, ao título ou termo original). Coincidência ou não, dois dos mangás que mais vendem no Brasil possuem um título em português: Lobo Solitário (Kozure Okami) e Buda. A Conrad Editora costuma seguir isso nos seus mangás de formato livro (mesmo porque procuram atingir um público além daquele de mangá). E o Cartoon Network vem seguindo isso, anunciando títulos em sua programação como Efeito Cinderella (Cinderella Boy) e Anjos Guerreiros (Ikkitousen). Programação essa amaculada e que não vem obedecendo, mas isso é assunto para outro post...

Escrito por Guilherme Neto às 16h36
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O sexo de Yoshi

Yoshi: Macho ou Fêmea?

Yoshi é um famoso personagem do universo Nintendo. Surgido no jogo Super Mario World, para o videogame Super Nintendo, Yoshi era apenas coadjuvante, uma espécie de dinossauro da ficção responsável por carregar em suas costas o famoso Mario Bros e o auxiliar em sua missão. É capaz de ngolir diversas coisas (mesmo que maiores) que, uma vez engolido, pode ser aprisionado em ovos (úteis em seus jogos, geralmente como projéteis). Possui a cor verde, mas outros similares de sua espécie são retratados em diversas cores. Yoshi ganhou fama e já estrelou jogos próprios, além de participar de diversos outros.

Bom, quem joga videogame conhece, e como essa parte do post é direcionado a eles. Percebeu como evitei artigos? Pozé... a questão é... qual é o sexo da Yoshi? Yoshi geralmente é retratado como homem, macho. Macho? Botando ovos?? Que eu saiba só fêmeas põe ovos! Na versão japonesa do jogo Super Smash Bros . Melee, para GameCube, Yoshi é descrito como "nem macho nem fêmea" (オスでもメスでもない). Ou seja, seria assexual. Essa informação, estranhamente, não consta na edição americana (em inglês) do jogo.

Para mim, nossA queridA Yoshi sempre foi a meiga dinossaurinha que põe ovos e que sempre ajudou o Mario. Sim, para mim sempre foi fêmea, com aqueles gritinhos "oooou", ou aquele "aarrruuuuuuuuuuaaan" quando dá aquele pulo meio vôo. Mas hoje sou discriminado por amigos que o consideram macho e viril. Como são apenas eles que comentam por aqui, acho que a questão continuará. Quando meu blog for bem famoso, eu retorno essa discussão!

O Tails é macho, pelo menos, né, gente?

Escrito por Guilherme Neto às 00h22
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Pequeno comentário e resenha de Tsubasa RESERVoir Chronicle #1

A Lumus Editora está enrolando com Priest #3.

E a JBC com Fruits Basket #13.

A desculpa é a mesma: demora na aprovação da capa. Essa história da JBC parece lorota. O mangá segue as capas originais usadas no Japão, porque de repente iriam implicar, e causar essa grande demora? O mangá, que deveria ter saído em abril, nem sequer está no checklist de maio. Não que eu acredite que a publicação do mangá vá ser interrompida, mas é estranho...

Já a Panini, com sua bela distribuição, já promete no checklist de maio o número 2 do shoujo MeruPuri. Mas cadê o número 1 que deveria ter saído nas bancas em abril??

Em compensação, semana que vem sai pela Pixel Media "Corto Maltese: Sob O Signo do Capricórnio"! êee!
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Tsubasa RESERVoir Chronicle - Sakura e Shoran de volta?Tsubasa RESERVoir Chronicle #1
Autor: Grupo CLAMP
Editora: JBC
Data de lançamento: Abril de 2006

A JBC traz não um, mas dois títulos da CLAMP ao mesmo tempo! Um deles é Tsubasa que, junto com XXXHolic, vai ficar saindo bimestralmente, em meses alternados. EM Tsubasa, o protagonista é Shoran. Sim, aquele Shoran de Sakura Card Captor! Melhor dizendo, é um outro Shoran, bastante parecido com aquele, porém, um outro, de um outro mundo, em uma situação totalmente diferente, e convivendo com outros personagens. A idéia básica desse mangá é a viagem entre diversos mundos, e neles, a existência das mesmas pessoas, porém diferentes, em uma outra vida, como numa nova versão. E este é o outro Shoran, que vive no País Clow, governado pelo rei Touya (sim!), que vive com sua irmã, a Princesa Sakura (sim!).

Sakura e Shoran são grandes amigos que acabam embarcando se envolvendo em um incidente. Nele, "penas de Sakura", que representam a alma da garota, são espalhadas por diversos mundos, e cabe a Shoran recolhê-las ou Sakura, em um corpo sem alma, acabará morrendo. Para cumprir essa missão, ele contará com a ajuda de dois outros personagens e da poderosa Bruxa das Dimensões, Yuuko. Sim, de XXXHolic! Tsubasa possuem diversos crossovers com XXXHolic e outros mangás do grupo CLAMP. Não se surpreende ao ver personagens conhecidos vivendo outras vidas! =)

A história agrada, principalmente aficcionados por CLAMP como eu. Porém, eu ainda prefiro XXXHolic. Essa versão da JBC é igual a de XXXHolic e peca pelos mesmos motivos: ausência de páginas coloridas e a qualidade "marromeno" (com as páginas unidas por cola, e seu eterno risco de descolar -por enquanto, a edição que tenho aqui ainda tá inteira). Isso sem falar no preço, de R$ 5,90, para 110 páginas (meio tankohon >_<). Há ainda a polêmica sobre o nome do personagem Phi (lê-se "Fai", como bem explica a editora numa nota). A grafia mais conhecida é a de Fye (usada nos chamados "eyecatchs" da série de TV). A resposta da editora é que o nome do personagem é baseado na letra grega Phi.l De bom, a capa, igual a edição original normal (sim, porque no Japão também sai uma versão de luxo com capa diferente, que me faz crer que serão usadas nos números pares). Além disso, a JBC fez questão de incluir notas apresentando os personagens de outras obras do grupo.

É o primeiro mangá do grupo a ser publicado na Shonen Magazine (uma das revistas semanais de mangás shonen de maior vendagem no Japão). Tsubasa está no volume 15 no Japão, ou seja, ainda temos uns 4 anos desse mangá por aqui...

Personagem preferido: Yuuko (mas ela aparece pouco, então, que seja o Phi).
Página mais interessante: página 106 - Mokona é melhor apresentado, enquanto Yuuko recita sua fala sobre destino (também presente em XXXHolic #1) e que, na verdade, é uma fala da professora Mizuki-sensei no anime Sakura Card Captor. Nessa mesma página, Yuuko diz o preço do pedido de Shoran.

Escrito por Guilherme Neto às 00h22
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SandLand e Sade, ambos pela Conrad

SandLand - Edição bonita, mas mangá desinteressanteSandLand
Autor: Akira Toriyama
Editora: Conrad
Data de lançamento: Abril de 2006

A Conrad, que faturou horrores com o mangá de Dragon Ball (e pelo visto, vê o sucesso se repetir com as edições de luxo), de Akira Toriyama, tenta emplacar outra vez outras obras do autor. Depois do fiasco de vendas de Dr. Slump (que levou a editora a ter o único mangá dessa leva pós-2000 a ter a publicação de uma série interrompida no meio), a editora lança SandLand, mangá de apenas um volume (216 páginas). A HQ foi publicada em 14 capítulos em 2000 na revista semanal Shonen JUMP, onde Toriyama realizava seu sonho de desenhar um mangá com tanques.

Na história, SandLand mostra um futuro distante assolado por guerras e a seca. Os habitantes para conseguirem, água, coisa rara, são obrigados a se sujeitar um rei corrupto e ganancioso, que monopoliza o comércio de água potável. Para resolver estre problema, o xerife Lao acaba se unindo aos demônios Beelzebub e Thief em uma busca por uma fonte alternativa de água. É claro que no meio do caminho encontrará inimigos e obstáculos que tentarão impedí-los.

História fraquinha e com aquele humor típico do Toriyama. Se você curte o cara, vai curtir o mangá. Se não... Bom, vale para apreciar o belíssimo capricho da editora Conrad, em um formato de livro e páginas de boas qualidades (claro que isso tem um preço, que se chama 14 reais e 90 centavos!). É por essa e outras que a JBC já ficou para trás no quesito "qualidade de impressão dos mangás".

A editora promete para breve o lançamento de "História Curtas de Akira Toriyama", cujo título já é auto-explicativo. É agora que ela volta com Dr. Slump? Quem sabe numa edição melhor e em tiragens mais restritas...

Personagem preferido: Thief
Página mais interessante: nenhuma, na verdade! Em compensação, vão aqui links para as páginas iniciais em versão coloridas (como foram publicadas na Shonen JUMP): Um,dois,três,quatro.


Sade - Eles só pensam naquilo!!Sade
Autor: Senno Knife
Editora: Conrad
Data de Lançamento: Março de 2006

A Conrad continua investindo em mangás alternativos (e o melhor, em uma boa qualidade). Um desses novos lançamentos é Sade, da autora Senno Knife. O título faz parte do gênero... errrr... sadomasoquista. Basicamente, Knife adapta para o mangá (em traços tipicamente de shoujo) contos eróticos de Marquês de Sade, Irmãos Grimm e Pauline Reáge. Contos esses recheados de sadomasoquismo, tortura, incesto, estupro, lesbianismo, mortes... Enfim, algo bem proibido para menores de 18 anos! Tudo, porém, apresentado em uma forma, como posso dizer, "leve", sem cenas muito grotescas. Assim como SandLand, o mangá vem em um formato livro muito bom, custando R$ 13,90!

Peitos de fora, vaginas (e não pênis, como é comum em produções eróticas) e homens belos abusando de jovens indefesas. Enfim, nada muito interessante, no máximo um mangá para se ler no banheiro. Bom proveito.

Conto mais interessante: A História de "O" (de Pauline Reáge)
Página mais interessante: *segredo*

Escrito por Guilherme Neto às 23h56
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DADOS
Blogueiro: Guilherme Neto
Profissão: Estudante de Jornalismo
Idade: 20 anos
Mora: Rio de Janeiro
E-mail/MSN: freakazoid@superig.com.br
Histórico
01/06/2006 a 30/06/2006
01/05/2006 a 31/05/2006
01/04/2006 a 30/04/2006
01/06/2005 a 30/06/2005
01/05/2005 a 31/05/2005




Último filme que vi:
O Código da Vinci


Último livro que li:
O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder


Um dos animes que estou vendo:
Rosa de Versalhes


Uma das HQs que estou lendo:
Dragon Ball,  de Akira Toriyama


Vontade de...
Lobo Solitário, de Kazuo Koike (roteiro) e Goseki Kojima (traços)


Resenhas:
 B'T X
 Cavaleiros do Zodíaco - Episódio G
 Corto Maltese
 XXXHolic

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