Videogame como Arte
Nesse mundo dito pós-moderno, onde nada é nada e tudo é tudo, às vezes pode ser difícil definir o que é arte. Até vaso sanitário sujo de posto de estrada pode ser considerado obra de arte, segundo alguns (vai ver significa a merda do dia a dia que nos persegue). Na minha concepção, arte é tudo aquilo realizado pelo homem com a clara intenção, e um certo esforço, mesmo que de pensamento ou reflexão. Portanto, não venha me dizer que pneus numa parede, um guarda chuva pendurado no Paço Imperial ou um monte de lixo é obra de arte...
No fim das contas arte é como beleza, algo conceitual, de cada um. Se eu acho o rosto da Danielle Cicarelli feio e que ela parece um sapo (que ironia) e você não gostar, o problema é meu, a vida é minha, a concepção é minha (=P). Apenas ouça/leia meus argumentos e, caso queira, discorde e coloque os seus!
Mas o assunto dessa postagem não são sapas encantadas, mas sim videogame. Videogame, jogo em vídeo, é arte? O ato de tomar posse da vida de Mario Bros e guiá-lo por canos e fazê-lo realizar trapaças e ultrapassagens numa corrida de kart virtual pode ser chamado de arte? Eu respondo que sim.
Um bom jogo de videogame enfeitiça, maravilha qualquer um que o joga, com toda a sua premissa de fazê-lo viver uma realidade alternativa, viver o que não viveríamos me nossa vida real, nos faz ser o protagonista daquela história, ser o herói que salvará a princesa no final Nos proporciona desafios que pode nos deixar afoitos em ultrapassá-los, além de despertar emoções desde a frustração até o prazer. E apesar de não ser muitas vezes a sua função, é capaz de fazer os jogadores aprender lições novas e importante, ampliar sua linha de pensamento e raciocínio, torná-lo mais esperto e inteligente (estudos comprovam que o videogame pode tornar um jogador muito mais ágil em seus pensamentos e reações).
Entre os argumentos contrários a esta idéia está há a de que arte não apenas serve apenas para entretenimento, função essa expressa no nome desta mídia e para qual foi criada, mas também para reflexão. Eu respondo que algo que nós divirta, apenas isso, pode sim ser arte. Afinal, alguém aqui já ficou refletindo sobre as letras dos Beatles ou sobre a filosofia da série de TV Simpsons (bom, isso já fizeram, mas de tão absurdo melhor fingir que não)? E nada impede que um jogo de videogame nos traga reflexões, apesar dos poucos exemplos (geralmente restrito ao mercado de RPGs, como a série Final Fantasy, Chrono Trigger, ICO), embora possa se dizer que há muitos jogos por aí com uma belíssima história.
A interatividade é outro obstáculo. Afinal, segundo alguns, assim nem todos poderão captar a mesma história, a mesma sensação que os outros, a visão exata do(s) criador(es) do jogo. Apesar da "liberdade" que temos de criar uma história em jogo, a verdade é que, pelo menos por enquanto, há um grande limite desta. Em um jogo de plataforma, por exemplo, não há muito que fazer a não ser o que os programadores antes definiram, como derrotar os inimigos (sem opção de dialogar com eles), seguir o único caminho possível, interagir apenas com os personagens presentes, sem poder alterar muita coisa, muito menos criar. Apesar de cada vez os jogos concederem uma liberdade cada vez maior (vide games como Grand Thef Auto: San Andreas ou The Sims), está, claro, ainda é muito limitada com o mundo real (caso contrário, seria necessário unir a imaginação de bilhões de pessoas, vivas, mortas, ou ainda para nascer, algo logicamente impossível). Como conclusão, há a idéia cada vez mais em voga hoje em dia da interatividade, principalmente da interatividade como arte (já conhece o Centro Cultural Telemar no Rio de Janeiro?), dando mais um ponto de veracidade na teoria do videogame como arte.
Há ainda quem diga que uma obra de arte deve constar na sua produção um número seleto de criadores, algo que nos videogames exigem um número cada vez maior na produção de apenas um jogo. Se for assim, o cinema não seria uma obra de arte, visto que muitos são os envolvidos na produção de um longa-metragem, desde o maquiador e operador de Câmera até o roteirista, atores e diretor.
Outra mídia que passou por esse questionamento foram os quadrinhos, e só no fim do século passado passaram a ser respeitados e considerados como arte e coisa não apenas de crianças, mas de todo um público. Isso começa a acontecer com os games e eu acredito que não falta muito para os videogames passarem para esta próxima fase...
Escrito por Freakazoid às 21h47
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Camila Morgado, que interpretou Olga no filme de mesmo nome, diz numa entrevista nos extras do DVD que Olga era uma pessoa de valores, algo que não existe mais hoje, segundo suas palavras.
Não existe? Talvez não intenso como naquele tempo mas existe sim. A cultura atual nós impõe que sejamos mais individualistas, mas dizer que hoje não se luta mais pelo justo é sim uma grande injustiça. Lutar pelo justo não se faz apenas pelo serviço de espionagem, seqüestros, bombas, assassinatos ou ameaças como no comunismo de antigamente que Olga Bennario executou muito bem.
Aliás seria muito melhor que não fosse feito assim. Hoje protestamos com bandeiras brancas passeatas, atos criativos com palavras nos livros e jornais... Não se pode ignorar os caras-pintadas de um tempo não muito distante. Ou o Fórum Social Mundial. Ou ainda todos os protestos realizados pelo Greenpeace, todas as ações de Organizações Não Governamentais tanto espalhadas pelo Brasil e pelo mundo, todas as campanhas tais como Criança Esperança e Teleton. E as passeatas pedindo paz os protestos ainda comuns na Cinelândia a panelada dos tempos de maior crise na Argentina??
Até mesmo aquela luta por valores através da violência persiste, infelizmente, certas vezes pelo motivo errado. É o que ocorre atualmente no Equador Israel e Palestina... E ainda os ataques terroristas sofrido pelos Estados Unidos em 2001 o que são senão atos realizados por jovens que se dizem lutar e morrer por valores? Considerados verdadeiros líderes, gente como Lampião, Olga, samurais e Che Guevara batalharam pelo justo através de mortes e guerras. Apesar disso, acredito que verdadeiros heróis são pessoas como Mahtma Ghandi e Marther Luther King. São esses vencedores que devemos imitar...
Escrito por Freakazoid às 00h00
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Star Wars e a Democracia
"Star Wars: A Vingança dos Sith" é um filme que provoca grandes reflexões sobre a o mundo atual. Melhor que pensar suas ligações com a nova trilogia, é fazer ligações com a realidade.
A história do filme realmente não traz nenhuma originalidade, ou surpresa, mesmo assim surpreende e nos faz refletir. Nela, um guerreiro, mesmo sendo um dos mais exímios de sua classe, acaba almejando cada vez mais força e poder e, para isso, escolhe o caminho mais fácil, que, como se sabe, nunca é o melhor. E com isso, passa para o lado do mal. O "lado negro da Força".
A saga Star Wars, que de certa forma sempre mostrou o poder e o glamour de uma guerra (ao meu conceito), nesse último filme nos faz emocionar com todo o seu lado sombrio ao mostrar, mesmo que um pouco, os horrores das batalhas, os seus inocentes, a sua desgraça, os seus perdedores. E, no desenrolar de toda a trilogia, vemos a democracia, aquela contida no dicionário, cada vez mais manchada pela mentira e cobiça. E vai deixando de existir.
Enquanto isso, em nossa galáxia, um presidente com certos ares de "dono" do mundo serve ao seus cidadãos a mentira, a arrogância e a guerra, que cada vez mais é vista como uma batalha entre dois perdedores. Apesar disso, é ovacionado e reeleito. "Isso é como a liberdade morre. Com um tremendo aplauso." Pelo noticiário acompanhamos a saga de uma classe que, com a chegada ao poder, se tornou tudo aquilo que jurou derrotar. Corrompeu-se ao lado negro da força. E paga o preço por isso. Enquanto tenta esconder todo o seu lado Sith, seu Chanceller apenas chora...
A personagem Padmé faz a pergunta no longa-metragem: "Você já se perguntou se não estamos do lado errado? Se a democracia pela qual lutamos já não existe mais?" E quem é Padmé? Padmé somos nós, Padmé é a esperança, a última a morrer, depois de nossos grandes atos de confiança e perdão desperdiçados por aqueles no poder. Já dizia uma professora da minha faculdade (ou melhor, ainda diz, não sou tão velho para compôr frases como essa haha) que "a democracia não é a forma ideal de uma nação escolher seu representante, é que ainda não descobriram uma melhor". Mas a (minha) verdade é que ela ainda dá certo em muitos planetas...
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PS: O General Grievous, tão imponente, tão poderoso, tão temeroso do desenho "Guerras Clônicas" não é o mesmo do terceiro episódio. No filme, apesar de me agradar suas cenas, mal se compara com aquele grande assassino de Jedis cheio de truques do desenho animado.
Escrito por Freakazoid às 21h35
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O que te faz ler um livro?
Em um país cuja leitura não é hábito (ou diria estimulada), o que leva alguém a ler um livro? A capa? O título? O autor? O tema? O quê?
É verdade que capas me atraem. Capas com apenas uma imagem ou foto pequena me atraem bastante. Ainda mais se estiverem sobre um fundo preto!! Quanto mais simplista uma capa, mais fácil de cair no meu gosto! O autor de um livro que tenha me agradado anteriormente também me seduz.
Pórém, no meu caso, o meu interesse em um livro parte, principalmente, de uma crítica. Não, não necessariamente especializada, publicada na imprensa. Pode ser muito bem uma pequena resenha publicada em um blog, falando do livro, como já faço aqui. Caso o texto consiga me convencer, inicia-se aí a sede pela leitura!! Óbvio que o tema, conta, aliás, o mais importante, mesmo porque se uma boa resenha elogia um livro sobre, errr..., cozinha faraônica, dificilmente me convencerá de lê-lo.
Uma resenha "falada", ou seja, recomendação de amigo, também vale! E você, o que te faz se interessar por um livro?
Escrito por Freakazoid às 23h45
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