Ops, fiquei um tempinho sem postar né? ^^Na verdade postei, mas em um outro blog. Estou agora com uma coluna semanal sobre mangás no BLOG do site JBOX chamada Preto & Branco. Confiram lá! =)

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Aproveitando que o futebol está na boca do povo atualmente e Super Campões - Road to 2002 estreou na RedeTV, nada melhor que um post falando sobre essa famosa série e sua nova série atualmente em publicação no Japão, chamada Captain Tsubasa - Golden-23!

Em 1981, o futebol no Japão ainda não era um esporte muito querido pelos japoneses, e sequer tinha um profissionalismo decente. A grande paixão nacional era o beisebol. Isso começou a mudar quando um mangá que trazia o esporte como tema começou a fazer sucesso nas páginas da antológica Shonen JUMP. Era Captain Tsubasa (conhecido no Brasil como Super Campeões), do autor é Yoichi Takahashi (um dos primeiros, senão o primeiro, mangaka a criar mangás com o futebol como tema). A HQ trazia um pequeno menino chamado Tsubasa Oozora, grande fã de futebol, além de muito talentoso com os pés. O leitor ia acompanhando sua vida e sua ascensão ao futebol japonês, observando sua relação com amigos, rivais, em treinamentos e campeonatos. Publicado até 1988 na revista, gerou 37 volumes em tankoubon e duas adaptações em animê, na série de TV Captain Tsubasa de 128 episódios e na seqüência Shin Captain Tsubasa, de 13 episódios. Vale citar que, percebendo tamanho potencial, a Associação Japonesa de Futebol.



Mas, talvez ciente do ganha-pão que tinha em mãos, Yoichi Takahashi não desistiria ainda de criar seqüências pra essa série tão cedo. Em 1994, voltou à JUMP com Captain Tsubasa World Youth (Mundo Juvenil). Se na primeira série acompanhamos o crescimento profissional do protagonista Tsubasa Oozora no Japão, nessa nova série acompanhamos sua carreira no Brasil, onde veste a camisa do São Paulo. E foram 18 volumes de mangá, tendo ganho outra série de TV, Captain Tsubasa J, que fez sucesso entre os brasileiros quando exibido finada Rede Manchete. E não apenas entre nós, em Portugal, na Europa e Oriente Médio o animê também ganhou uma boa repercussão. Vale citar que, junto com a primeira série de mangá, World Youth se tornou um dos 10 mangás mais vendidos da Shonen JUMP, como se vê num dos últimos posts deste blog.



Em 2001, no ano anterior à Copa do Mundo de 2002, realizada no Japão e na Coréia, Captain Tsubasa ganhou uma nova série de mangá: Captain Tsubasa Road to 2002. Dessa vez nas páginas da Young JUMP, mostra a ascensão de Tsubasa Oozora à seleção japonesa de futebol e sua estréia na Copa do Mundo. Essa série gerou 15 volumes de tankoubon e também ganhou uma versão em animê, de 52 episódios, em exibição no Brasil no canal pago Cartoon Network e mais recentemente no canal aberto Rede TV.



E no início desse ano, com a Copa de 2006 a começar poucos meses depois, Captain Tsubasa ganha um novo mangá, novamente na Young JUMP: Captain Tsubasa - Golden 23. Tsubasa Oozora agora joga no time espanhol Barcelona, mas ainda atua na seleção japonesa, e se prepara para mais uma Copa do Mundo. Enquanto isso, sua mulher espera um filho seu. O mangá ainda está no terceiro volume e não foi anunciado nada sobre uma possível novo animê.



Vale citar que Captain Tsubasa ainda tem vários volumes especiais de histórias fechadas, que juntos já dão 11 volumes (o último deles publicado mês passado, chamado Captain Tsubasa - Dream Field). Juntando tudo, já são 84 volumes!!! Há também 5 filmes em animê e vários jogos para videogame das mais variadas plataformas (o mais recente para GameCube). Yoichi Takahashi também criou vários mangás trazendo o futebol como tema, antes e depois de Captain Tsubasa (1981). São eles: Yuujou no ELEVEN (Os 11 da Amizade, 1979), Banchou Keeper (Goleiro Delinqüente, 1979), Keeper Coach (Goleiro Técnico, 1999), Koshu! (Técnico!, 1999) Forward Striker Jin! (Pra Frente, Atacante Jin!, 1999) e Hungry Heart (Coração Faminto, 2001, tendo ganho uma série em animê em exibição no Brasil no canal Animax).

Me espanta, com o futebol ainda mais em voga por aqui em tempos de Copa do Mundo, e o mangá, com seus tantos volumes, tendo uma de suas adaptações em animê em exibição na TV brasileira, no Brasil, o país do futebol, ainda não há previsão do mangá de Captain Tsubasa no Brasil por nenhuma editora. Ou será que vem surpresa por aí?

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Só pra completar: em 1991, Zico, o ídolo do Flamengo, foi convidado para atuar no Japão como jogador profissional. Mesmo aposentando, o craque aceitou e lá fez história. Junto com Captain Tsubasa, ajudou a consolidar o esporte no país, hoje já rivalizando com o beisebol como paixão nacional.

Escrito por Guilherme Neto às 01h08
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Publico agora a segunda lista dos mangás mais vendidos da Shonen JUMP, publicada no site 2ch Jump Log Warehouse e traduzida aqui por mim. Essa lista leva em conta apenas os mangás atualmente em publicação (com exceção de Death Note, que acabou mês passado mas que cujo último volume em tankohon ainda não foi publicado). Assim como a outra tabela, você confere ela bonitinha e funcional (e não disfarçada de .gif) clicando AQUI!



37 mangás mais vendidos da Shonen JUMP


- Todo o Top 10 possui versão em animê (no caso de Death Note e Gintama com séries a estrear em outubro). Os outros quatro ainda não receberam.

- One Piece é o único mangá da lista também em publicação no Brasil.

Escrito por Guilherme Neto às 13h14
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O 2ch Jump Log Warehouse publicou aqui uma lista dos 37 mangás publicados na Shonen JUMP mais vendidos de todos os tempos NO JAPÃO (apenas). Abaixo, você vê a lista traduzida por mim. Eu ia colocar uma tabela bem bonitinha aqui, com todos os 37 títulos, links e tudo o mais, mas o Blog Uol não quer deixar, então a coloquei aqui como um .GIF. Para vê-la certinha com os links funcionando, clique AQUI!



37 mangás mais vendidos da Shonen JUMP


Algumas curiosidades e notas sobre essa lista:

- Pela minha pesquisa, Saakitto no Ookami seria o único mangá dessa lista sem qualquer versão em animê.

-10 desses mangás já chegaram ao Brasil, e outros cinco já tiveram sua versão animada também oficialmente por aqui

-Alguns autores aparecem na lista duas vezes, mas nenhum três vezes.

-Aquela interrogação em "Saakito no Ookami" tem na lista original, não me pergunte porquê.

-Eu sei que Jojo no Kimyou Bouken tem muitos outros volumes, mas estes não foram contabilizados nessa lista. Porque? Não sei!

-O mesmo para "Fly, O Pequeno Guerreiro" e Saakito no Ookami.

-Curioso descobrir que um dos jogos de Mega Drive em japonês que eu jogava na minha infância é baseado num dos mangás mais vendidos da JUMP (no caso, Magical Taruruto-kun).

A qualquer momento, a lista referente apenas aos mangás atualmente em publicação na revista.

Escrito por Guilherme Neto às 01h27
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Tudo indica que Fruits Basket realmente vá terminar no volume 22 no Japão. O novo indício é o novo mangá de Natsuki Takaya! Sim! Em setembro ela estréia na Bessatsu Hana to Yume (que, de bimestral, se tornará mensal) com o mangá Komogomo, cujo One-Shot já foi publicado anteriormente. A história, infelizmente, não sei do que se trata.


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As bancas vez ou outra recebem uma nova revista informativa focada em animês e mangás. Elas costumam não dar certo, é claro, visto o material pobre que apresentam. A mais nova é a Neo Tokyo, que já está no número 5. Produzida pela equipe do site Anime Pró, a publicação da Editora Escala merece elogios por certas... mudanças. Não diria inovações por que ela está finalmente praticando o que uma verdadeira revista informativa deve fazer.

A começar pela diagramação, qualidade gráfica. 100 páginas coloridas, lombada quadrada, bom layout (layout que lembra os usados em revistas de videogame, o que não é ruim). Gostei da imagem da capa, é chamativa e original, nada puxado da Internet (trata-se de um desenho feito por integrantes do curso de desenho AreaE).

Quanto ao conteúdo da revista, ele também agrada! A parte de notícias, pra quem tem internet, não interessa muito, porque todos que acompanham notícias desse meio já sabem, principalmente aqueles que visitam o tal Anime Pró.

Por outro lado, A Neo Tokyo traz matérias aprofundadas e frutos de pesquisa (mesmo que não aprofundada), não é algo que se ache tão facilmente na internet. Matérias que fogem do óbvio e são interessantes, como uma sobre uma lei que obriga editoras a terem cotas de História em Quadrinhos nacionais em publicação, uma sobre o mangaka Chiba Tetsuya, sobre a cantora coreana Yunna ou outras sobre animes desconhecidos ou não tão conhecidos, como Shoujo Kakumei Utena e Tsukikage Ran. Mesmo as matérias mais óbvias conseguem fugir do lugar-comum, como as sessões de Shop, Cosplay, Live-Action e Cultura Nippon, ou a entrevista com Guilherme Briggs e a matéria sobre a Shonen JUMP e Cowboy Bebop. Tudo isso muito bem recheado por ilustrações e pôsters bonitos e interessantes (só achei estranho escolherem uma imagem do desconhecido Silent Knight, de Masami Kurumada, pra estampar um dos pôsteres).

Mas nem tudo são elogios. No geral, a revista não é bem escrita, não traz uma lingüagem jornalística eficiente. Claro que não é de todo ruim, mas, excetuando as matérias assinadas por Márcio E. Gonçalves, as outras precisavam de uma refinada, reescrita e maior aprofundada (até mesmo aquelas mais completas, como a de Cowboy Bebop e Shonen JUMP possuem conteúdo para um aprofundamento maior). Há de se falar que todos os ínicios parágrafos não tem espaçamento e nenhum deles está "justificado", para usar a linguagüem utilizada no Microsoft Word. E ainda tem matérias com conteúdo copiado da Internet, o grande erro desses tipos de revista. Porém, dessa vez, pelo que percebo, de sites interessantes e aprofundados, além de ter o conhecimento, participação e créditos do autor original. Isso tudo fica evidente na matéria de Shoujo Kakumei Utena (toda "chupada" desse link: http://www.shoujohouse.clubedohost.com/Shoujo/index_int_5.html). Fora que é um perigo constante com seus spoilers a cada parágrafo. A revista ainda conta com imatéria tapa buraco totalmente desinteressante, como um resumo de capítulos do mangá de Cavaleiros do Zodíado - Episódio G e uma entrevista com Eduardo Vilarinho (webmaster do famoso cavzodiaco.com.br) sobre esse mangá que não acrescenta em muita coisa. A matéria de Tenjo Tenge é outra que saiu bem incompleta, não aprofundada! Seções clichês também estão lá, mas eu até gosto, quando são apenas complementos e tratados como tal, como a sessão de letra traduzida e de curso de língua japonesa (infelizmente, com um erro nesse número).

No fim das contas, a revista agrada. Enfim estão começando a cumprir o que se aprende numa faculdade de Jornalismo: revistas de bancas devem reproduzir matérias atemporais, diferentes ou aprofundadas do que já vemos no jornalismo diário (no caso dos animes e mangás, nos sites desse meio), emolduradas numa diamagração ilustrativa e chamativa. E tudo isso por R$ 5,90, não está tão caro. Antes disso, apenas revistas com diagramação horríveis, matérias super mal escritas e totalmente copiadas da Internet em pesquisas mal feitas e mal lapidadas, sem o devido crédio. É por isso que eu apóio essa revista e acho que vou continuar comprando.

Vale lembrar que boa parte da equipe dessa revista não é formada por jornalistas, acredito eu. Isso é uma pena, mas é algo comum e de certa forma explica insucessos anteriores nesse meio. Mas felizmente, isso está mudando. O número de jornalistas especializados em quadrinhos está crescendo também! É tudo uma questão de tempo, afinal. ^^

Escrito por Guilherme Neto às 15h25
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Masami Kurumada publicando 3 mangás atualmente no Japão

Fuuma no Kojirou

Muita gente não sabe, mas Cavaleiros do Zodíaco: Episódio G não é o único mangá no qual o autor Masami Kurumada está publicando no Japão. Ele está envolvido em mais outros dois (sim, dois!) mangás. Um deles é Fuuma no Kojirou. Repetindo o que fez com CDZ Ep. G (cujos traços é de autoria de Megumu Okada), Kurumada faz outra série derivada de um mangá seu com os traços de outro mangaka. O desenhista da vez é Satoshi Yuri, uma espécie de discípulo, que repete um traço muito parecido com o de seu mestre (diferentemente de Megumu Okada, que usa um traço bastante diferente e peculiar) no que acredito ser o seu primeiro mangá. Décadas antes, Masami Kurumada já tinha publicado (com traços seus) o mangá nas páginas da Shonen JUMP, durante a publicação de Ring Ni Kakero e antes mesmo de Cavaleiros do Zodíaco. A história traz elementos da mitologia chinesa e mostra a disputa dos clãs Fuuma e Yasha por uma espada mística, tendo rendido 10 volumes. Trazia ainda um grupo de 5 jovens muito, mas muito parecido com os cinco principais que depois criaria para CDZ. Falando em CDZ, na onda do sucesso deste mangá/animê, em 1989 Fuuma no Kojirou ganhou 2 séries OVA de 6 episódios cada, além de um filme de 1 hora de duração. Animê que chegou a ser lançado no Brasil com o nome de "Os Guardiões do Universo". Hoje, Kurumada retorna com o mangá, dessa vez nos traços de Yuri Satoshi. É publicado na revista mensal Red Champion (assim como CDZ Ep. G), da editora Akita Shoten, e atualmente está no quarto volume. Se é uma releitura do mangá original, uma continuação ou um prólogo como o Episódio G, isso eu não sei dizer. O estranho é o nome não possuir um subtítulo, ou algum número indicando uma continuação ou prólogo.

Ring ni Kakero 1

O outro é Ring ni Kakero 2, continuação do seu primeiro mangá de sucesso (antes mesmo de CDZ), que ele vem publicando desde 2000 na revista Super Jump (após o fim de B'T X), da editora Shueisha. Conhecido como o queridinho do Kurumada, este ele mesmo desenha, além de roteirizar, como sempre fez. No primeiro mangá, publicado na década de 70, Ryuji Takane é um rapaz que, com a ajuda de sua irmã Kiku, tenta repetir o feito de seu pai, já falecido, um famoso boxeador que foi campeão do mundo. No caminho, se depara com Jun Kenzaki, que se torna o seu rival. Na continuação, a história acontece 17 anos depois, e um novo boxeador aparece: Rin Warabe. Atualmente está no volume 19 e, junto com os 25 da primeira série, somam-se 44 no total (para efeito de comparação, Cavaleiros do Zodíaco teve 28 e CDZ Ep. G está no volume 10, ou seja, 38 volumes). No ano passado, Ring Ni Kakero finalmente ganhou uma versão em animê, atualmente em sua segunda temporada no Japão (a primeira teve 12 episódios). Há quem diga que este é o mangá favorito de Masami Kurumada, e que ele só teria autorizado a produção da saga de Hades de Cavaleiros do Zodíaco em animê ao exigir que seu famoso mangá de boxe também recebesse uma versão animada.

Ring ni Kakero 2 Volume 18Uma página do mangá Ring ni Kakero


São 3 mangás que o autor está envolvido. E ele ainda promete para o segundo semestre um novo mangá de Cavaleiros do Zodíaco, dessa vez desenhado por ele mesmo, narrando a primeira batalha contra Hades, que será publicado na Shonen Champion (revista SEMANAL da Akita Shoten)!! E ainda está envolvido nas adaptações em animê de Ring ni Kakero 1 e Cavaleiros do Zodíaco. Masami Kurumada em efervescência! Não à toa ele é um dos 10 autores de mangá mais ricos e lucrativos do Japão.

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Só um pequeno adendo: apesar do mega-sucesso mundial de Cavaleiros do Zodíaco, é difícil encontrar informações e materiais referente a outras obras de Masami Kurumada. Estão são bem desconhecidas. As únicas um pouco lembradas são B'T X e Ring ni Kakero, mas mesmo estas duas não possuem sites com informações fáceis e decentes na Internet. Quando se tem, é algo insuficiente ou em sites europeus de línguas não-inglesas, o que dificulta meu trabalho de pesquisa! Queria pôr mais imagens e informações do novo mangá de Fuuma no Kojirou mas... não deu!

Ainda sobre Ring ni Kakero, acredito que este é um dos 9 mangás ainda a ser publicado pela JBC este ano. Ou seja, depois de B'T X, isso pode estar mudando. Ring ni Kakero é um mangá que parece interessante, já vi um pouco do animê! Torcemos! =)

Escrito por Guilherme Neto às 16h19
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Adendo

Ainda sobre o assunto de tradução de títulos e termos específicos de mangá, há de se falar que esse tema pode se expandir bastante, até a questão da adaptação/tradução de um animê. Algo não raro em desenhos japoneses dublados no Brasil é um termo (nome de um golpe, por exemplo) receber diversas denominações variantes entre um episódio e outro, não bastasse muitas delas serem uma tradução medonha. Isso quando um personagem não é chamado de diversas formas em episódios diversos (vide Super Campeões 2002, com Hyuga virando Huega às vezes). Aliás, sobre a mudança de nomes de personagens, é algo realmente inaceitável. Não há porquê modificar nomes, isso muitas vezes descaracteriza a obra. Exceções são até toleráveis (como "Amigo", de B'T X, virar "Amigão" na tradução da JBC, evitando que se pensasse que "Amigo" não era um nome próprio).

Há ainda todo um aspecto cultural também. E isso é algo delicado. Certo humor, noções, ações, pensamentos, reações, histórias podem não fazer nexo quando inseridos numa outra cultura. É aí que entra a adaptação. Mas, sabe o que eu acho? Não deveria haver adaptações. Apenas notas explicativas quando algo "estranho" ocorrer. Por exemplo.. Em XXXHOlic, vez ou outra, aparecem menções a músicas japonesas, cantores do Japão, ou mesmo outros mangás (como Doraemon). Na edição americana lançada pela Tokyopop, isso foi mantido, junto com notas explicativas. Já no número 1 da JBC, isso não aconteceu, com músicas sendo alteradas (incluíram "era uma casa muito engraçada" no mangá!).

Há quem discorde. Yuyu Hakusho e o seriado mexicano Chaves receberam adaptações primorosas. Focando-se no animê, este ganhou bordões e gírias brasileiras. O mesmo com Chaves, que conseguiu ser original e criar ainda mais graça com a sua ótima dublagem. E deu certo, o público gostou. Podem até ser mudanças pequenas. Apesar disso, eu acho que descaracteriza a obra original. O Chaves que assistimos, de certa forma, não foi o mesmo que os mexicanos.

Escrito por Guilherme Neto às 15h14
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Sobre tradução de títulos e termos para o português de mangás/animês

Quantas palavras estranhas!

O mercado de quadrinhos e desenhos japoneses nunca esteve tão bem abastecido. De 2000 para cá, chegaram títulos como Fushigi Yuugi, Love Junkies, Slam Dunk, One Piece, Onegai Teacher, Yuyu Hakusho... Perceberam que nenhum desses títulos, a despeito de seus lançamentos no país, não receberam um título em português, e muitos sequer um subtítulo? Os fãs mais puristas podem agradecer. Se reparar bem, assim como os filmes do cinema, os desenhos animados e os quadrinhos não-japoneses costumam receber um título em português, algo que não acontece sempre com as obras do Japão. São poucas exceções (entre elas, Samurai X, Guerreiras Mágicas de Rayearth Cavaleiros do Zodíaco, A Princesa e o Cavaleiro, As Super Gatinhas, Efeito Cinderela).

A pergunta é: por quê? Nos Estados Unidos, a maior editora de mangás do país, a Tokyopop, costuma traduzir títulos em japonês para o inglês (vide Legend of Chun Hyang, Shin Shun Kaden no original; e Sgt. Frog, no original Keroro Gunso). No Brasil, essa prática não acontece por conta da pressão dos fãs de mangá, o público alvo dessas publicações. O mesmo acontece em relação à tradução de termos específicos da obra, como nome de golpes de personagens. Eu acho uma exigência deveras ridícula. Além de um certo desprezo pela língua portuguesa, é bem melhor se referir a algo na língua pátria. É muito mais fácil e entendível se referer a algo na sua língua do que em uma língua estrangeira.

As editoras também saem perdendo, pois deixam de atingir um público consumidor em potencial que poderia se deixar seduzir por um título atraente. Afinal, o que levaria um desconhecido a se aventurar em mangás com um título estranho como Yuyu Hakusho? Podem até achar que o seu conteúdo está em japonês, ou que se trata de algo totalmente diferente!

Claro que corre-se o risco de uma obra receber um título indevido, ridículo, ou nada a ver, ou, mesmo que adequado, pior que o original. Vide "Turma do Barulho" (para Urusei Star Wars teve seu nome imposto por questões de marketingYatsura) ou mesmo Samurai X (Rurouni Kenshin). Claro que mudar títulos que usem nome próprio (como Chobits, Bambi ou Dr. Slump) não é recomendável. Além disso, há certos títulos muito fortes e bem conhecidos antes mesmo de saírem no país (como Gundam Wing, Kare Kano, Neon Genesis Evangelion) e uma mudança no nome não seria uma boa idéia nem mesmo levando em conta o público que não consome quadrinhos habitualmente (mas um subtítulo em português é sempre bem vindo). E, em muitos casos, há uma pressão do marketing em adotar um título único universal, quando se pensa nas bugigangas que tal animê/mangá pode gerar. É semelhante com o que aconteceu à nova trilogia de Guerra nas Estrelas, que não teve seu nome "Star Wars" traduzido por uma exigência de George Lucas (o que refletiu também na versão mangá publicada pela editora JBC).

O que eu acho insuportável é a adoção aqui de títulos traduzidos em outros países para outra língua que não o português (geralmente inglês). Entre o título original japonês e um título em inglês traduzido, sempre sou a favor de que se mantenha o título em japonês. O quê, nem todos sabem japonês e muito sabem inglês? Bom argumento. Se é assim, adotem um título em português, e não imponham nomes aqui como Sakura Card Captor (Card Captor Sakura... pra que essa mudança de ordem das palavras?), Super Pig (Tonde Buurin), Fly (Dragon Quest: Dai no Daibouken) ou Sakura Wars (Sakura Taisen).

Antes que me perguntem, não abomino o inglês ou japonês. Não sou puristas como muitos que querem proibir o uso de termos estrangeiros na TV, outdoors e tudo o mais. Só defendo que seja evitado o máximo possível. No Japão, é comum a adoção de títulos em inglês pra muitas obras suas. Não apenas nisso, mas em toda a mídia em geral, na boca do povo, como soando algo moderno, divertido, ou, como eles diriam, "cool". Sei lá, eu não acho muito legal isso. Aliás, é até estranho, vide que japonês geralmente não sabe falar em inglês, fala muito mal ou não gosta de falar. Vai ver é até por isso. Mas, enfim, vai entender os japoneses...

Buda, da Editora ConradLobo Solitário, da Editora Panini


Eu defendo que cada vez mais títulos recebam títulos e subtítulos em português, e tradução de termos específicos em português (claro que acho obrigatória uma menção, nota, ao título ou termo original). Coincidência ou não, dois dos mangás que mais vendem no Brasil possuem um título em português: Lobo Solitário (Kozure Okami) e Buda. A Conrad Editora costuma seguir isso nos seus mangás de formato livro (mesmo porque procuram atingir um público além daquele de mangá). E o Cartoon Network vem seguindo isso, anunciando títulos em sua programação como Efeito Cinderella (Cinderella Boy) e Anjos Guerreiros (Ikkitousen). Programação essa amaculada e que não vem obedecendo, mas isso é assunto para outro post...

Escrito por Guilherme Neto às 16h36
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O sexo de Yoshi

Yoshi: Macho ou Fêmea?

Yoshi é um famoso personagem do universo Nintendo. Surgido no jogo Super Mario World, para o videogame Super Nintendo, Yoshi era apenas coadjuvante, uma espécie de dinossauro da ficção responsável por carregar em suas costas o famoso Mario Bros e o auxiliar em sua missão. É capaz de ngolir diversas coisas (mesmo que maiores) que, uma vez engolido, pode ser aprisionado em ovos (úteis em seus jogos, geralmente como projéteis). Possui a cor verde, mas outros similares de sua espécie são retratados em diversas cores. Yoshi ganhou fama e já estrelou jogos próprios, além de participar de diversos outros.

Bom, quem joga videogame conhece, e como essa parte do post é direcionado a eles. Percebeu como evitei artigos? Pozé... a questão é... qual é o sexo da Yoshi? Yoshi geralmente é retratado como homem, macho. Macho? Botando ovos?? Que eu saiba só fêmeas põe ovos! Na versão japonesa do jogo Super Smash Bros . Melee, para GameCube, Yoshi é descrito como "nem macho nem fêmea" (オスでもメスでもない). Ou seja, seria assexual. Essa informação, estranhamente, não consta na edição americana (em inglês) do jogo.

Para mim, nossA queridA Yoshi sempre foi a meiga dinossaurinha que põe ovos e que sempre ajudou o Mario. Sim, para mim sempre foi fêmea, com aqueles gritinhos "oooou", ou aquele "aarrruuuuuuuuuuaaan" quando dá aquele pulo meio vôo. Mas hoje sou discriminado por amigos que o consideram macho e viril. Como são apenas eles que comentam por aqui, acho que a questão continuará. Quando meu blog for bem famoso, eu retorno essa discussão!

O Tails é macho, pelo menos, né, gente?

Escrito por Guilherme Neto às 00h22
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Pequeno comentário e resenha de Tsubasa RESERVoir Chronicle #1

A Lumus Editora está enrolando com Priest #3.

E a JBC com Fruits Basket #13.

A desculpa é a mesma: demora na aprovação da capa. Essa história da JBC parece lorota. O mangá segue as capas originais usadas no Japão, porque de repente iriam implicar, e causar essa grande demora? O mangá, que deveria ter saído em abril, nem sequer está no checklist de maio. Não que eu acredite que a publicação do mangá vá ser interrompida, mas é estranho...

Já a Panini, com sua bela distribuição, já promete no checklist de maio o número 2 do shoujo MeruPuri. Mas cadê o número 1 que deveria ter saído nas bancas em abril??

Em compensação, semana que vem sai pela Pixel Media "Corto Maltese: Sob O Signo do Capricórnio"! êee!
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Tsubasa RESERVoir Chronicle - Sakura e Shoran de volta?Tsubasa RESERVoir Chronicle #1
Autor: Grupo CLAMP
Editora: JBC
Data de lançamento: Abril de 2006

A JBC traz não um, mas dois títulos da CLAMP ao mesmo tempo! Um deles é Tsubasa que, junto com XXXHolic, vai ficar saindo bimestralmente, em meses alternados. EM Tsubasa, o protagonista é Shoran. Sim, aquele Shoran de Sakura Card Captor! Melhor dizendo, é um outro Shoran, bastante parecido com aquele, porém, um outro, de um outro mundo, em uma situação totalmente diferente, e convivendo com outros personagens. A idéia básica desse mangá é a viagem entre diversos mundos, e neles, a existência das mesmas pessoas, porém diferentes, em uma outra vida, como numa nova versão. E este é o outro Shoran, que vive no País Clow, governado pelo rei Touya (sim!), que vive com sua irmã, a Princesa Sakura (sim!).

Sakura e Shoran são grandes amigos que acabam embarcando se envolvendo em um incidente. Nele, "penas de Sakura", que representam a alma da garota, são espalhadas por diversos mundos, e cabe a Shoran recolhê-las ou Sakura, em um corpo sem alma, acabará morrendo. Para cumprir essa missão, ele contará com a ajuda de dois outros personagens e da poderosa Bruxa das Dimensões, Yuuko. Sim, de XXXHolic! Tsubasa possuem diversos crossovers com XXXHolic e outros mangás do grupo CLAMP. Não se surpreende ao ver personagens conhecidos vivendo outras vidas! =)

A história agrada, principalmente aficcionados por CLAMP como eu. Porém, eu ainda prefiro XXXHolic. Essa versão da JBC é igual a de XXXHolic e peca pelos mesmos motivos: ausência de páginas coloridas e a qualidade "marromeno" (com as páginas unidas por cola, e seu eterno risco de descolar -por enquanto, a edição que tenho aqui ainda tá inteira). Isso sem falar no preço, de R$ 5,90, para 110 páginas (meio tankohon >_<). Há ainda a polêmica sobre o nome do personagem Phi (lê-se "Fai", como bem explica a editora numa nota). A grafia mais conhecida é a de Fye (usada nos chamados "eyecatchs" da série de TV). A resposta da editora é que o nome do personagem é baseado na letra grega Phi.l De bom, a capa, igual a edição original normal (sim, porque no Japão também sai uma versão de luxo com capa diferente, que me faz crer que serão usadas nos números pares). Além disso, a JBC fez questão de incluir notas apresentando os personagens de outras obras do grupo.

É o primeiro mangá do grupo a ser publicado na Shonen Magazine (uma das revistas semanais de mangás shonen de maior vendagem no Japão). Tsubasa está no volume 15 no Japão, ou seja, ainda temos uns 4 anos desse mangá por aqui...

Personagem preferido: Yuuko (mas ela aparece pouco, então, que seja o Phi).
Página mais interessante: página 106 - Mokona é melhor apresentado, enquanto Yuuko recita sua fala sobre destino (também presente em XXXHolic #1) e que, na verdade, é uma fala da professora Mizuki-sensei no anime Sakura Card Captor. Nessa mesma página, Yuuko diz o preço do pedido de Shoran.

Escrito por Guilherme Neto às 00h22
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SandLand e Sade, ambos pela Conrad

SandLand - Edição bonita, mas mangá desinteressanteSandLand
Autor: Akira Toriyama
Editora: Conrad
Data de lançamento: Abril de 2006

A Conrad, que faturou horrores com o mangá de Dragon Ball (e pelo visto, vê o sucesso se repetir com as edições de luxo), de Akira Toriyama, tenta emplacar outra vez outras obras do autor. Depois do fiasco de vendas de Dr. Slump (que levou a editora a ter o único mangá dessa leva pós-2000 a ter a publicação de uma série interrompida no meio), a editora lança SandLand, mangá de apenas um volume (216 páginas). A HQ foi publicada em 14 capítulos em 2000 na revista semanal Shonen JUMP, onde Toriyama realizava seu sonho de desenhar um mangá com tanques.

Na história, SandLand mostra um futuro distante assolado por guerras e a seca. Os habitantes para conseguirem, água, coisa rara, são obrigados a se sujeitar um rei corrupto e ganancioso, que monopoliza o comércio de água potável. Para resolver estre problema, o xerife Lao acaba se unindo aos demônios Beelzebub e Thief em uma busca por uma fonte alternativa de água. É claro que no meio do caminho encontrará inimigos e obstáculos que tentarão impedí-los.

História fraquinha e com aquele humor típico do Toriyama. Se você curte o cara, vai curtir o mangá. Se não... Bom, vale para apreciar o belíssimo capricho da editora Conrad, em um formato de livro e páginas de boas qualidades (claro que isso tem um preço, que se chama 14 reais e 90 centavos!). É por essa e outras que a JBC já ficou para trás no quesito "qualidade de impressão dos mangás".

A editora promete para breve o lançamento de "História Curtas de Akira Toriyama", cujo título já é auto-explicativo. É agora que ela volta com Dr. Slump? Quem sabe numa edição melhor e em tiragens mais restritas...

Personagem preferido: Thief
Página mais interessante: nenhuma, na verdade! Em compensação, vão aqui links para as páginas iniciais em versão coloridas (como foram publicadas na Shonen JUMP): Um,dois,três,quatro.


Sade - Eles só pensam naquilo!!Sade
Autor: Senno Knife
Editora: Conrad
Data de Lançamento: Março de 2006

A Conrad continua investindo em mangás alternativos (e o melhor, em uma boa qualidade). Um desses novos lançamentos é Sade, da autora Senno Knife. O título faz parte do gênero... errrr... sadomasoquista. Basicamente, Knife adapta para o mangá (em traços tipicamente de shoujo) contos eróticos de Marquês de Sade, Irmãos Grimm e Pauline Reáge. Contos esses recheados de sadomasoquismo, tortura, incesto, estupro, lesbianismo, mortes... Enfim, algo bem proibido para menores de 18 anos! Tudo, porém, apresentado em uma forma, como posso dizer, "leve", sem cenas muito grotescas. Assim como SandLand, o mangá vem em um formato livro muito bom, custando R$ 13,90!

Peitos de fora, vaginas (e não pênis, como é comum em produções eróticas) e homens belos abusando de jovens indefesas. Enfim, nada muito interessante, no máximo um mangá para se ler no banheiro. Bom proveito.

Conto mais interessante: A História de "O" (de Pauline Reáge)
Página mais interessante: *segredo*

Escrito por Guilherme Neto às 23h56
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O Japão urbano do século XVIII representado na arte

Museu Nacional de Belas Artes

O Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, em conjunto com o Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro, está sediando a exposição "Ukiyo-E - Cenas do Mundo Flutuante". Para quem não sabe "ukiyo-e" é o nome dado a um estilo de xilogravuras (gravuras feitas em madeiras) japonesas produzidas entre os séculos 17 e 20, e foi a partir delas que o termo mangá surgiu e foi se desenvolvendo. O termo "ukiyo-e" significa, basicamente, "gravuras do mundo flutuante", onde "mundo flutuante" é uma referência ao "mundo miserável", como "ukiyo" é conhecido na religião budista para representar a breve passagem humana na Terra. Esse tipo de arte, de custo baixo, era muito popular em Edo (atual Tóquio), Osaka e Kyoto e representava a vida urbana e cultura popular local da época, como o teatro Kabuki ou as cortesãs do distrito de Yoshiwara. Utamaro, Hokusai, Hiroshige, e Sharaku são os principais nomes dos "ukiyo-e", tendo todos vividos no século XVIII, e uma pequena amostra das obras desses 4 artistas que está à mostra na exposição.

Seba - da série "As 69 Vilas de Kisokaido" de Ando Hiroshige


As cerca de 50 obras estão disponíveis no segundo andar do museu e estão expostas em duas salas. Destaco as obras de Katsuhika Hokusai e Ando Hiroshige, na minha opinião as mais interessantes e bonitas da mostra. Eu ficaria muito feliz se acontecesse uma exposição maior só com obras de Hokusai, este que criou a série de ukiyo-e que eu acredito ser mais famosa entre todas, a "36 Vistas do Monte Fuji", cuja xilogravura mais conhecida,"A Grande Onda de Kanagawa", faz parte da exposição e ilustra esse texto ao fim desse parágrafo. Ele ainda é o criador do termo "mangá", cujo significado é "Desenhos Involuntários", utilizado pela primeira vez no título de outra grande série de ukiyo-e, a "Hokusai Manga". Hoje o termo é utilizado para as histórias em quadrinhos japonesas. Seria legal ver algumas obras dessa coleção numa exposição!

A Grande Onda na Costa de Kanagawa - da série "As 36 Vistas do Monte Fuji" de Katsuhika Hokusai


Para quem não sabe, o Museu Nacional de Belas Artes fica na Avenida Rio Branco, 199, ao lado da Biblioteca Nacional, perto da estação Cinelândia do Metrô. Ah, uma dica: até este domingo a entrada é franca! E pra quem se interessa, essa é só um dos eventos realizados pelo Consulado Geral Do Japão no Rio de Janeiro nesse período que vai até o início de junho. Para mais informações, só clicar aqui!
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Antes eu tava pensando em usar esse espaço apenas para textos mirabolantes, bem pensados, de opinião, bonitos, bastante apurados, e talvez até confuso. :p Mas pensando bem... Porque não relaxar e escrever outras coisas sem tanta perfeição assim? Isso não significa que deixarei de fazer posts com as características acimas, coisa que eu adoro fazer e ainda mais compartilhar! Mesmo porque posts menores podem acabar sendo um bom rascunho para um bom texto! Aliás, pra estes, divulgarei num link exclusivo, tal como estou fazendo com as resenhas.

Escrito por Guilherme Neto às 01h22
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Dúvida pós-moderna

Pós Modernidade traz a dúvida

A pós-modernidade está bastante em voga desde o fim do século passado. Principalmente no que concerne a arte. Visite qualquer museu ou exposição com esse tema e veja. Guardas-chuvas pendurados, páginas rasgadas, lixo, qualquer junção de letras digitadas com o cotovelo no teclado... Arte? A pós-modernidade diz que sim.

A dita pós-modernidade se caracteriza pela descaracterização. Tudo é tudo, logo, nada é nada. Nada é, tudo está. Tudo é, nada está. E no fim, tudo depende. A pós modernidade já parte do pressuposto que tudo pode mudar, logo, não podemos viver o que "é", mas o que "está". O Pós-Modernismo, diz-se, surgiu no capitalismo pós-industrial e caracteriza um rompimento com qualquer verdade absoluta, trazendo valores cada vez menos fechados. Ou seja, porque então aquelas coisas não seriam artes se tudo dependeria só de um ponto de vista momentâneo?

A pós-modernidade se alia ao discurso capitalista globalizado e torna as culturas cada vez mais abertas, transponíveis, descentralizadas, sem limites, multiplicada e espalhada por todo o mundo. E isso é muito bom, mas não quando se tenta afirmar que o que existe hoje é uma miscigenação de cultura única por todo o planeta, criando uma homogeneização cultural. Isso não é nem um pouco bom.

Ernest Gellner, famoso filósofo e antropólogo do século XX, explica melhor no seu livro "Pós-modernismo, razão e religião" (de 1992):

Erness Gellner"O pós-modernismo é um movimento contemporâneo. É forte e está na moda. E sobretudo, não é completamente claro o que diabo ele é. Na verdade, a claridade não se encontra entre os seus principais atributos. Ele não apenas falha em praticar a claridade mas em ocasiões até a repudia abertamente...

A influência do movimento pode ser discernida na Antropologia, nos estudos literários, filosofia...

As noções de que tudo é um "texto", que o material básico de textos, sociedades e quase tudo é significado, que significados estão aí para serem descodificados ou "desconstruidos", que a noção de realidade objectiva é suspeita - tudo isto parece ser parte da atmosfera, ou nevoeiro, no qual o pós-modernismo floresce, ou que o pós-modernismo ajuda a espalhar.

O pós-modernismo parece ser claramente favorável ao relativismo, tanto quanto ele é capaz de claridade alguma, e hostil à ideia de uma verdade única, exclusiva, objectiva, externa ou transcendente. A verdade é ilusiva, polimorfa, íntima, subjectiva ... e provavelmente algumas outras coisas também. Simples é que ela não é...

Tudo é significado e significado é tudo e a hermenêutica o seu profeta. Qualquer coisa que seja, é feita pelo significado conferido a ela... "

A verdade (ou, em termos pós-modernos,a minha verdade atual) é que esse discurso pós-moderno destrói parâmetros. E isso não é bom. O mundo precisa de semelhantes e contrários para poder se caracterizar. Precisamos de opostos e diferenças pra categorizar e reconhecer as coisas. Eu acredito nessa filosofia yingyang, dos contrastes, do bem existindo apenas quando há um mal. E a dita pós-modernidade vem destruir isso, e causar transtornos, confundindo tudo e todos. Afinal, sendo assim, o que seria arte hoje em dia? O que é reality show e o que é ficção? O que é o amor? O que é esporte? O que é a vida? Ah, depende né??

O seu próprio discurso se contradiz, quando afirma que a verdade nunca é a mesma sempre, pra qualquer um. Há quem ainda se pergunte se o pós-modernismo sequer já começou já que, afinal... o que é mesmo pós-modernismo? É tudo com nada? Depende??

Por isso, eu acho meio balela essa história de pós-modernidade. Se formos pensar assim, tamos meio ferrados. Temos que viver o que somos, o que "é", acreditamos que somos, que "é". Se podemos mudar, encontrar novas verdades, diferentes respostas? Claro que sim. Mas não devemos viver pensando nisso, ou talvez não estejamos vivendo o que temos por completo, sempre esperando ou temendo a mudança.

Eu acho que a ideologia da pós-modernidade deve ser levada no sentido de que não devemos nos prender à regras, que pra tudo há uma balança, um custo-benefício o qual devemos atingir. Afinal, tudo tem seus prós e contras, seus semlhantes e contrários. Às vezes, você pode mudar de opinião, idéia, lado... Mas não tema isso, acredite no que acreditar, acredite no "é" se achar que deve! Se mudar de idéia... bom, acontece! Não precisa é temer isso exageradamente ou não reconhecer isso.

Vivamos o "ser", sem se preocupar se ele "está"! Porque, quem sabe, não "é"? Pelo menos até o fim da sua vida...
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Fonte e mais informações
http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B3s-modernidade
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*fazendo do meu blog uma arte pós-moderna :P*

Escrito por Guilherme Neto às 23h35
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Corto Maltese - A Balada do Mar Salgado - Capa nem um pouco chamativa, mas até curti...Corto Maltese - Balada do Mar Salgado
Autor:
Hugo Pratt
Editora:
Pixel Media
Data de lançamento
: Janeiro de 2006


A crítica especializada anda dizendo isso e, bom, eu vou fazer o mesmo: a editora Pixel Media (uma união da Futuro Comunicação, empresa "desmembrada" da Conrad Editora, com a Ediouro) começa muito bem o seu objetivo de, como dizem na primeira página dessa edição, "privilegiar grandes autores e desenhistas com trabalhos originais e de relevância nesse universo". Ainda dizem: "Claro que nada poderia ser melhor que ter Pratt ao nosso lado". Eu ainda não sei se isso é verdade, mas acredito que sim. Corto Maltese é dito como uma das maiores obras-primas de HQ da história. E eu acho que estou começando a descobrir porquê.

O mais importante, a história, agrada, bastante até. com sua dramaticidade e humor em um misto de aventura pelo mundo. Nela, Cain e Pandora Groovesnore, dois jovens náufragos e herdeiros de uma boa fortuna, são mantidos reféns de um grupo de piratas, entre eles Corto Maltese, comandado por um personagem conhecido apenas como Monge e grande dominador dos mares da região. Eles acabam se envolvendo em aventuras dignas de piratas marítimos, enquanto tentam fugir de sua dominação. Dito assim, parece comercial de Sessão da Tarde da Rede Globo, não? Mas acredite, é mais que isso. A HQ acerta ao retratar uma época e cenário pouco recorrente nas histórias em HQ (no caso, o Sudeste Asiático da década de 10). E isso se faz precisamente, mostrando diversas ilhas da região, além de nos fazer mergulhar um pouco na cultura e história locais. Pelo que li por aí, característica recorrente em toda a série Corto Maltese.

O personagem Corto Maltese agrada, com seu estilo solitário, sem se prender a nada, e sempre em busca de aventuras. Eu diria que é uma espécie de James Bond dos mares, exceto pelo fato que ele faz tudo por si mesmo, para si mesmo, porque ele mesmo quer.
A arte também é satisfatória, mas faz o estilo "rabisco sem aprimoramento" (não sei explicar melhor ), o que não curto muito. Fora que por diversas vezes os personagens estão com uma cara diferente em diversos quadrinhos, dificultando reconhecê-los imediatamente.

A edição da Pixel Media é de luxo e bem grandiosa, trazendo dois textos bastante interessantes de dois jornalistas (Rodrigo Fonseca, do jornal O Globo; e Sidney Gusman, o renomado jornalista especializado em quadrinhos do site UniversoHQ.com.br), onde trazem informações interessantes sobre Hugo Pratt e Corto Maltese. O preço poderia ser menor (apesar do formato luxo 19x25cm, são apenas 176 páginas majoritariamente em preto e branco), mas é até aceitável considerando o que vemos por aí.Que venha mais Corto Maltese! A Editora promete trazer toda a série, que bom! ^^

Personagem preferido: Corto Maltese
Página mais interessante: página 99 - o Monge explicando o motivo de querer Corto Maltese viajando com ele, que nada mais é para evitar que este se engrace para Pandora. Corto Maltese ri disso (eu também XD), o que provoca a fúria do Monge, que ataca o nosso protagonista.


XXXHolic #1 - JBC manteve as duas capas! Me pergunto o que será das edições pares...
XXXHolic 1
Autor:
CLAMP
Editora: JBC
Data de lançame
nto: Março de 2006

A JBC mais uma vez traz ao Brasil um novo título da CLAMP. E surpreende pela forma de lançamento. Não apenas um, mais dois títulos da CLAMP chegam ao mesmo tempo pela editora. Além de XXXHolic, Tsubasa RESERVoir Chronicle já está confirmado. Ambas as séries serão bimestrais. Ou seja, em um mês teremos XXXHolic, no outro Tsubasa, e assim vai. Isso acontece porque ambas as histórias tem diversas ligações que se entrelaçam. A leitura de um ajuda a entender melhor o outro.

Em XXXHolic, somos apresentado a Kimihiro Watanuki, um típico estudante japonês. Ou melhor, nem tão típico: ele é atormentado por fantasmas! E por causa deles, acaba entrando, mesmo que involuntariamente, numa curiosa loja cuja dona, a misteriosa feiticeira Yuuko, promete atender qualquer desejo, desde que receba um pagamento justo. Ele deseja não ser mais atormentado por fantasmas e, como pagamento, Yuuko lhe impõe que trabalhe na loja. E assim segue o mangá, sempre contando histórias com um toque sombrio e sobrenatural, em meio a boas doses de humor e alguns crossovers de outros mangás CLAMP (entre eles Tsubasa RESERvoir Chronicle).

A JBC acerta em trazer capa e contra-capas com imagens diferentes (uma delas na horizontal), exatamente como no original. Porém, peca por adotar o formato dividido, meio "tankohon" (como é chamado um volume de mangá no Japão), com o preço de R$ 5,90 (ou seja, juntando dois números, mais caro que os costumeiros R$ 9,80 que a editora vem adotando para os seus tankohon desde o lançamento de X em dezembro de 2003). Ela ainda adota aquela qualidade "marromeno" (com as páginas unidas por cola, e seu eterno risco de descolar -por enquanto, a edição que tenho aqui ainda tá inteira), e não traz as páginas coloridas, como no original. Fora o fato de ser "meio tankohon"! Com dois títulos se alternando em meio tankohon a cada vez, posso prever pelo meus cálculos que teremos mais de 4 anos de Tsubasa RESERvoir Chronicle e XXXHolic nas bancas.

Personagem favorito: Yuuko Ichihara (como ela mesmo diz, o nome é falso :P)
Página mais interessante: capítulo 2, página 50 - Yuuko, com uma réplica do báculo de Sakura (de Sakura Card Captor), fala que no futuro em breve encontrará ela e Shaoran. Além disso, no detalhe, podemos ver Mokona branco, ainda dormindo.
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Próximas resenhas: SandLand, Priest 3, Tsubasa RESERvoir Chronicle 1, V de Vingança (filme e...HQ?)

Escrito por Guilherme Neto às 16h27
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Eu devo, a partir de agora, fazer pequenas resenhas de diversos filmes e, principalmente quadrinhos, a ser publicadas neste blog. Nada muito importante, só uma opinião de fã mesmo. Não sou nenhum especialista em filmes e quadrinhos, até pretendo ser, (bom, pelo menos de mangá eu já entendo e consumo bastante), mas gostaria de trocar opiniões sobre o que venho lendo. Seria bom se a galera que visita o blog comentasse meus comentários, e dessem os seus, trocássemos opiniões!

As resenhas mais novas serão publicadas aqui nessa página principal assim que forem novidade. E a medida que forem surgindo, vou agrupando em links. Tomemos por exemplo Cavaleiros do Zodíaco - Episódio G #8. Ao clicar na imagem do mangá ou nome deste, abre uma nova janela com a resenha. Em outro mês, quando o texto referente ao número 9 estiver aqui, quem clicar na capa ou nome verá na nova janela um novo link com todas as resenhas já publicadas deste título (no caso, terá de Cavaleiros do Zodíaco - Episódio G #8 e #9).

É isso! Todos poderão saber a cena (ou página, no caso de mangás) que mais me chamou a atenção, além de meu personagem preferido! Fica ligado que cada imagem de capa tem uma mensagem escondida, só deixar o mouse parado!

Futuramente, posso vir a editar as resenhas, eu avisarei aqui sempre que editar. Nos próximos dias vou colocar uma lista à direita com os mangás até então resenhados.

B'T X #14 - Foh exibindo toda sua loirice sem Teppei na capa!B'T X 14
Autor:
Masami Kurumada
Editora: JBC
Data de lançamento
: Abril de 2006

Nesse número, vemos a luta de Foh contra o último General Demoníaco, o "Filósofo da Escuridão" Gai, com o seu B'T Shen Dyu. Depois da luta de inteligência de Hokuto e Doutor Poe, a ação volta no mangá. O que não significa lá boa coisa, já que é mais do mesmo (bate um pouco, apanha bastante, vira o jogo no final, vilão chora e se arrepende).

O mangá chega a sua reta final (o último número é o 16) e, que bom, tá acabando! Já era tarde! Com certeza um mangá que não vale a pena comprar (faça como eu e arrume emprestado de alguém ;p).

Personagem preferido: Foh
Página mais interessante: Ato 1, página 24 - Madona (B'T do Metal Face) conta o seu sonho e como chorou ao ver X "morto". Às vezes me vem a impressão que o Masami Kurumada quer zoar o próprio mangá. Ele tá é certo :P


Cavaleiros do Zodíago - Episódio G #8 - Capa linda!Cavaleiros do Zodíaco - Episódio G

Autor:
Masami Kurumada (roteiro) e Megumu Okada (arte)
Editora:
Conrad
Data de Lançamento:
Abril de 2006

O mangá Cavaleiros do Zodíaco - Episódio G chega ao seu oitavo volume. Na história, o temido deus dos deuses Cronos surge no Santuário e tenta reaver a sua "sohma" (como chama o seu tipo de armadura) Megas Drepanon, aprisionada embaixo da estátua de Atena. Saga, como Mestre do Santuário, proíbe que os Cavaleiros de Ouro o impeçam.

Nas páginas coloridas, aparecem Kanon e as armaduras dos Generais Marinas e Poseidon, pela primeira vez retratadas no traço de Megumu Okada. Essa "história dentro da história", em si, não acrescenta em muito à série como as de outros volumes. O resto mangá agrada trazendo Saga "do bem", o Cavaleiro de Gêmeos, acordando, mesmo que rapidamente. Ele luta contra Cronos utilizando a adaga de ouro que lhe foi concedida. Teria sido mais interessante se ele sim tivesse afugentado o deus, mas no fim cabe ao protagonista Aiolia continuar o trabalho. Nesse número, o Cavaleiro de Leão utiliza um novo golpe (divido em três etapas) e as sexy titãs surgem, além de um Cronos em um corpo humano (que me lembrou o Hades nos traços de Kurumada).

Surpresas, ahn? Gostei desse número! A arte do mangá continua impecável, com sua excessiva cor preta muitas vezes em contraste com intensas luzes brancas, o que dá um certo caráter épico que cabe muito bem ao universo CDZ. Pena é que em cenas de ação é meio complicado distingüir o que está acontecendo!

Personagem preferido: Aiolia
Página mais interessante: o surgimento de Saga "do bem", com a armadura de Mestre do Santuário se soltando ao dar lugar à armadura de Gêmeos (capítulo 30, página...não tem numeração XD)

Escrito por Guilherme Neto às 02h38
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Videogame como Arte

Nesse mundo dito pós-moderno, onde nada é nada e tudo é tudo, às vezes pode ser difícil Pacmandefinir o que é arte. Até vaso sanitário sujo de posto de estrada pode ser considerado obra de arte, segundo alguns (vai ver significa a merda do dia a dia que nos persegue). Na minha concepção, arte é tudo aquilo realizado pelo homem com a clara intenção, e um certo esforço, mesmo que de pensamento ou reflexão. Portanto, não venha me dizer que pneus numa parede, um guarda chuva pendurado no Paço Imperial ou um monte de lixo é obra de arte...

 

No fim das contas arte é como beleza, algo conceitual, de cada um. Se eu acho o rosto da Danielle Cicarelli feio e que ela parece um sapo (que ironia) e você não gostar, o problema é meu, a vida é minha, a concepção é minha (=P). Apenas ouça/leia meus argumentos e, caso queira, discorde e coloque os seus!

 

Mario BrosMas o assunto dessa postagem não são sapas encantadas, mas sim videogame. Videogame, jogo em vídeo, é arte? O ato de tomar posse da vida de Mario Bros e guiá-lo por canos e fazê-lo realizar trapaças e ultrapassagens numa corrida de kart virtual pode ser chamado de arte? Eu respondo que sim.

 

Um bom jogo de videogame enfeitiça, maravilha qualquer um que o joga, com toda a sua premissa de fazê-lo viver uma realidade alternativa, viver o que não viveríamos me nossa vida real, nos faz ser o protagonista daquela história, ser o herói que salvará a princesa no final Nos proporciona desafios que pode nos deixar afoitos em ultrapassá-los, além de despertar emoções desde a frustração até o prazer. E apesar de não ser muitas vezes a sua função, é capaz de fazer os jogadores aprender lições novas e importante, ampliar sua linha de pensamento e raciocínio, torná-lo mais esperto e inteligente (estudos comprovam que o videogame pode tornar um jogador muito mais ágil em seus pensamentos e reações).

 

Entre os argumentos contrários a esta idéia está há a de que arte não apenas Sonicserve apenas para entretenimento, função essa expressa no nome desta mídia e para qual foi criada, mas também para reflexão. Eu respondo que algo que nós divirta, apenas isso, pode sim ser arte. Afinal, alguém aqui já ficou refletindo sobre as letras dos Beatles ou sobre a filosofia da série de TV Simpsons (bom, isso já fizeram, mas de tão absurdo melhor fingir que não)? E nada impede que um jogo de videogame nos traga reflexões, apesar dos poucos exemplos (geralmente restrito ao mercado de RPGs, como a série Final Fantasy, Chrono Trigger, ICO), embora possa se dizer que há muitos jogos por aí com uma belíssima história.

 

A interatividade é outro obstáculo. Afinal, segundo alguns, assim nem todos poderão captar a mesma história, a mesma sensação que os outros, a visão exata do(s) criador(es) do jogo. Apesar da "liberdade" que temos de criar uma história em jogo, a verdade é que, pelo menos por enquanto, há um grande limite desta. Em um jogo de plataforma, por exemplo, não há muito que fazer a não ser o que os Grand Thef Autoprogramadores antes definiram, como derrotar os inimigos (sem opção de dialogar com eles), seguir o único caminho possível, interagir apenas com os personagens presentes, sem poder alterar muita coisa, muito menos criar. Apesar de cada vez os jogos concederem uma liberdade cada vez maior (vide games como Grand Thef Auto: San Andreas ou The Sims), está, claro, ainda é muito limitada com o mundo real (caso contrário, seria necessário unir a imaginação de bilhões de pessoas, vivas, mortas, ou ainda para nascer, algo logicamente impossível). Como conclusão, há a idéia cada vez mais em voga hoje em dia da interatividade, principalmente da interatividade como arte (já conhece o Centro Cultural Telemar no Rio de Janeiro?), dando mais um ponto de veracidade na teoria do videogame como arte.

 

Há ainda quem diga que uma obra de arte deve constar na sua produção um número seleto de criadores, algo que nos videogames exigem um número cada vez maior na produção de apenas um jogo. Se for assim, o cinema não seria uma obra de arte, visto que muitos são os envolvidos na produção de um longa-metragem, desde o maquiador e operador de Câmera até o roteirista, atores e diretor.

 

Outra mídia que passou por esse questionamento foram os quadrinhos, e só no fim do século passado passaram a ser respeitados e considerados como arte e coisa não apenas de crianças, mas de todo um público. Isso começa a acontecer com os games e eu acredito que não falta muito para os videogames passarem para esta próxima fase...



Escrito por Freakazoid às 21h47
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DADOS
Blogueiro: Guilherme Neto
Profissão: Estudante de Jornalismo
Idade: 20 anos
Mora: Rio de Janeiro
E-mail/MSN: freakazoid@superig.com.br
Histórico
01/06/2006 a 30/06/2006
01/05/2006 a 31/05/2006
01/04/2006 a 30/04/2006
01/06/2005 a 30/06/2005
01/05/2005 a 31/05/2005




Último filme que vi:
O Código da Vinci


Último livro que li:
O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder


Um dos animes que estou vendo:
Rosa de Versalhes


Uma das HQs que estou lendo:
Dragon Ball,  de Akira Toriyama


Vontade de...
Lobo Solitário, de Kazuo Koike (roteiro) e Goseki Kojima (traços)


Resenhas:
 B'T X
 Cavaleiros do Zodíaco - Episódio G
 Corto Maltese
 XXXHolic

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